sábado, 24 de novembro de 2012

DARWIN E LINGUAGEM CORPORAL .


Charles Darwin, em 1872, no seu livro As Expressões das Emoções no Homem e nos Animais pontuou a possibilidade de que haveria uma relação entre certas emoções e as expressões faciais. Como esperado de um evolucionista, suas observações se dirigem no sentido de tentar demonstrar a existência de emoções básicas que estão diretamente ligadas ao nosso sistema nervoso autônomo. Depois desse livro, que serviu de marco e inspiração para diversos outros pesquisadores, muito se avançou no estudo do tema.
Atualmente, o Dr. Paul Ekman, ainda em atividade na Universidade de São Francisco, é uma das maiores autoridades no assunto e vem conduzindo pesquisas acadêmicas desde a década de 50. Seus achados indicam a existência de uma relação entre as expressões faciais que revelam seis emoções básicas: medo, surpresa, alegria, raiva, aversão e tristeza.

A despeito do debate que se possa realizar sobre a universalidade das expressões faciais e sua vinculação à ocorrência de determinadas emoções, é indiscutível que há uma regularidade na dinâmica da face, pelo menos dentro de um mesmo grupo cultural. Inicie o vídeo a seguir e observe a animação de rostos diferentes que fazem o mesmo movimento e você tem a impressão que as emoções expressas são as mesmas.


Mesmo as crianças aprendem rapidamente a diferenciar um sorriso falso de uma manifestação genuína de alegria ou a reconhecer quando uma pessoa quer encobrir uma emoção ou alguém quando está mentindo. Isso, no entanto, é aprendido de forma assistemática e intuitiva, como a maior parte do conhecimento prático que utilizamos para interagir com as outras pessoas. Na verdade, existem diversas formas de sistematizar e de utilizar esse conhecimento que adquirimos de forma intuitiva em prol da melhoria de nossa comunicação.


(Amanda Silva )

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